
Metroid Prime: A História por Trás do Clássico de Tiro em Primeira Pessoa
A Nintendo e a Retro Studios revolucionaram o universo de Metroid ao lançarem, em 2002, o impressionante Metroid Prime, que trouxe a série para o mundo tridimensional em um estilo de tiro em primeira pessoa. Essa mudança representou não apenas uma nova abordagem de gameplay, mas também o início de uma relação desafiadora, porém frutífera, entre equipes japonesas e ocidentais, cada uma com sua bagagem e perspectivas únicas.
O novo livro 'Metroid Prime 1-3: A Visual Retrospective' revela insights do produtor da série, Kensuke Tanabe, sobre sua experiência ao trabalhar com a Retro Studios, sediada nos EUA. Tanabe compartilha memórias e detalhes sobre a colaboração, destacando a dinâmica hierárquica entre Retro Studios e Nintendo, onde a gigante japonesa detinha a palavra final em muitas decisões.
Apesar das tensões criativas que surgiram durante o desenvolvimento, Tanabe ressalta que a colaboração resultou em áreas de sucesso, como a implementação da icônica transformação em Morph Ball. Enquanto a Retro Studios propôs pular a animação, foi a Nintendo, representada por Miyamoto, que decidiu mantê-la obrigatória. O resultado, nas palavras de Tanabe, foi uma obra-prima indispensável, fruto do trabalho conjunto das equipes.
Surpreendentemente, a trilogia Metroid Prime não foi inicialmente concebida como uma saga épica. Ela nasceu do entusiasmo em torno do final secreto de Metroid Prime, que despertou o interesse em uma sequência. A partir do storyboard desse desfecho, aliado ao desejo de expandir o universo do jogo, surgiu a ideia de uma trilogia. Tanabe destaca ainda a pressão da Retro Studios para aprimorar o mecanismo de rolar em Morph Ball, o que resultou na concepção de um jogo pensado desde o início como uma trilogia.
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